A vez e a voz das gentes e das artes
23
Dez 12
publicado por jornaloarrifana, às 20:09link do post | comentar
 As raízes do meu País

São um Povo que eu sempre amei

Um Povo que respeitei.

 É amado

Desprezado

Odiado

Mas é sempre o meu Povo O Povo do meu País ...

Que cria

Sofre

Chora

ao ver os filhos pedirem pão

E os pais em luta diária

desconsolados a esmolarem um emprego

que o governo lhes retirou e negou

sem sentirem as raízes do meu País.

O pequeno agricultor

envolvido com a terra

Naquele pequeno cerrado

Que pensava quatro vacas

Criava um ou dois porcos

Umas quantas galinhas e galos, que eram o seu sustento

e com dinheiro do leitito faziam o seu pé-de-meia.

Ai lavrador, lavrador,

que vias nascer o milho e o feijão às 5 horas e tal da manhã!

Percorrias monte acima para abrir os presões

que iam regar os teus mimos, milho e feijão, 

Servindo de alimento ao povo do meu País.

E tu,

sentado na rocha que há longos anos te acolhia

e ouvia as tuas preces,  

repousando naquele penedo tão alto.

Enquanto a água corria,

rebolando pelo rego,

consolando as raízes do meu País.

E o Povo do meu País sentado naquele penedo!

acariciando-o!...

Agradece-lhe a força que ali lhe dá,

a força que já lhe deu.

Fica para trás o Amigo,

a réstia de consolação

Uma negra desilusão

daqueles que sem razão

acabaram com o Pão.

E nada, nada lhes dói

Remói

Escroques senhores

Débeis mentais

Doentios

que se repastam a beber em copos de oiro

o sangue que os seus servos pisam

E lhes servem em bandejas doiradas do mesmo ouro

Com festins

dançam à roda

nos salões Nobres do Paço

E a espaço

Passo a Passo

Deixam cair migalhitas

E num grande abraço

Lavam as mãos de cansaço

Embaraço

Desenlaço

E o ricaço

De grão a grão

Enche a galinha o papo.

CONFESSO ver os governantes sem respeito pelo Povo do meu País, que sempre produziu os alimentos para o seu sustento!

CONFESSO, que não percebo porque é que o Povo do meu País, tem que pagar as dívidas e sustentar os políticos que tanto gastam neste País! CONFESSO ver esta gentalha, a diverti-se aos estádios, ao turismo, às armas para brincar às guerras e aos ladrões!

CONFESSO que nunca vi tanta lata!...

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